Agora
que tu estás fora por cinco dias,
eu
vou fumar os cigarros que me apetecer,
onde
me apetecer. Docinhos, hei-de comê-los com
marmelada
e toucinho do gordo. Vadiar, muito
auto-complacente.
Caminhar pela praia
se
me parecer uma boa. E acho que sim, passear sozinho,
a
pensar em quando era novo. Nas pessoas
que
então me amaram, para além de qualquer razão.
E
como eu as amei acima de todas as outras.
De
todas, menos uma. Digo que hei-de fazer
o
que me apetecer enquanto tu estiveres fora!
Mas
há uma coisa que não farei,
não
vou dormir sem ti na nossa cama;
não,
não me agrada.
Vou
dormir onde raio me apetecer
-
onde durmo melhor quando tu não estás
e
não me posso agarrar a ti como faço.
No
velho sofá do escritório.
Tradução de A.M. da Rua das Pretas
Original:
Now that you’ve gone away for five
days,
I’ll smoke all the cigarettes I want,
where I want. Mae biscuits and eat
them
with jam and fat bacon. Loaf. Indulge
myself. Walk on the beach if I feel
like it. And I feel like it, alone
and
thinking about when I was young. The
people
then who loved me beyond reason.
And how I loved them above all
others.
Except one. I’m saying I’ll do
everything
I want here while you’re away!
But there’s one thing I won’t do.
I won’t sleep in our bed without you.
No. It doesn’t please me to do so.
I’ll sleep where I damn well feel
like it
- where I sleep best when you’re away
and I can’t hold you the way I do.
On the broken sofa in my study.

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