No
fundo azul
no
espelho de uma delicada tristeza
que
os meus olhos refletem:
vês-me?
vês-me
como eu sou?
vês-me
como algo que se descobre
na
acrobacia da imagem?
Na
sensual tranquilidade da palavra
o
poeta tenta uma arriscada ordem
e
entre a fábula e a reportagem
simula
mentir
para
atingir
a
superior verdade.
A pintura é de Pablo Picasso, A Mulher Azul.

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