Sei
de ti pelo vidro dum ecrã
Pelo
tio de uma irmã
Que
eu nem sei quem é.
Sei
de ti pelo teu amigo, o tal
Que
em tempos disse mal
Do
que ele não crê.
E só
sei dessa forma que acabaste de estudar
Que
vais dar que falar, e até já dás
E
estás apaixonado e vês nela o que eu não dei
Daqui
deste meu lado, estou também
E às
vezes vês-me ao fundo duma rua
Que
foi nossa
Dizes-me:
Olá, e eu digo-te de volta
Mas
não sei de ti, não, eu não sei de ti
Mas
não interessa, já não sou essa
E
segui.
Soube
aí que já pensas em casar
Houve
alguém que te viu lá
de
anel na mão.
Não
faz mal, é tão bom de superar
Um
primeiro amor igual
ao
que já nos quis.
E só
sei dessa forma que a carreira corre bem
Se
vais dar esse passo, já convém
E
estás apaixonado e vês nela o que eu não dei
Daqui
deste meu lado, estou também
E às
vezes vês-me ao fundo duma rua
Que
foi nossa
Dizes-me:
olá, e eu digo-te de volta
Mas
não sei de ti, não, eu não sei de ti
Mas
não interessa, já não sou essa
E
segui.
Não
fiques a achar que veio a calhar dizer-te tudo
Só
de acenares lá do fundo
Mas
é de reparar que é estranho como um dia
Foste
o mundo para mim e hoje quase me esqueci
E
pouco ou nada sei de ti.
Não se esquecem os primeiros amores porque são os do tempo em que acreditamos, que é no coração que está a solução para a nossa solidão. Um dia, num momento de rotura, uma rapariga disse-me "Sou eu ou outra qualquer, vale o mesmo, o que é importante é que tu resolvas o problema da tua solidão".
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