Nós,
os ateus, nós, os monoteístas,
nós,
os que reduzimos a beleza
a
pequenas tarefas, nós, os pobres
adornados,
os pobres confortáveis,
os
que a si mesmos se vigarizavam
olhando
para cima, para as torres,
supondo
que as podiam habitar,
glória
das águias que nem águias tem,
sofremos,
sim, de idêntica indigência,
da ruína da Grécia.

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