Mudaram os nomes das ruas,
mas as ruas não.
Derrubaram as velhas estátuas,
e puseram outras novas.
O velho rio passou a ser o novo rio.
O homem que vendia os jornais
continuou a vender os jornais de hoje.
A menina trocou a cor do balão.
As mulheres aprontaram-se para uma vida nova,
os homens para uma nova era.
O historiador pôs-se a aguçar o lápis,
o poeta e o louco sentaram-se a olhar.
Decididamente, esta cidade era outra,
e ninguém, sequer a chuva,
conseguiria apagar-nos o sorriso,
ao menos por algum tempo.

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