Live Version with Choir and Chordophones
Conto
os dias para mim com a mala arrumada
Já
quase não cabia a saudade acumulada
Do
azul, vejo o jardim mesmo por trás da asa
Mãe
olha à janela que eu 'tou a chegar a casa.
Por
mais que possa parecer
Eu
nunca vou pertencer àquela cidade
O
mar de gente, o Sol diferente
O
monte de betão não me provoca nada
Não
me convoca casa.
Porque
eu vim de longe eu vim do meio do mar
Do
coração, do oceano eu tenho a minha vida inteira
O
meu caminho eu faço a pensar em regressar
À
minha casa, é ilha, paz, Madeira
Se
eu te explicar, palavra a palavra
Nunca
vais entender a dor que me cala
A
solidão que assombra a hora da partida.
Carrego
o sossego de poder voltar
Mãe
olha à janela que eu 'tou a chegar.
Portugal chegou à final porque a música é importante para muitas pessoas em todo o mundo. Em vez de uns tantos criticarem a canção por ser demasiado lenta, não ter ritmo, deveriam reconhecer o melhor da canção: texto poético, melodia complexa, pedaços com ritmos diferentes a lembrar "Happiness is a warm gun" dos The Beatles, harmonizações bonitas e arranjos que fazem colorido ao fraseado. Não é circo, é música. Podemos ficar em último, não interessa, a qualidade está lá.
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