Será
o silêncio a luva duma voz?
Poderia
tocar-se?
Recordaríamos
o silêncio dum dia qualquer
em
crianças?
Acaso
voa à flor do chão?
O
poeta que se chama ao silêncio vai
de
boamente ou o silêncio o chama?
Quem
cala, consente?
Eis
respostas que eu não posso perguntar.
Não
temo o silêncio
mesmo
quando se estampa na minha janela
com
suas asas de pó.
Não
me dá medo escutá-lo,
tenho
medo é de vê-lo.

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