Fernando Tordo - Cavalo À Solta



Minha laranja amarga e doce
Meu poema feito de gomos de saudade
Minha pena pesada e leve secreta e pura
Minha passagem para o breve
Breve instante da loucura.

Minha ousadia, meu galope, minha rédea,
Meu potro doido, minha chama,
Minha réstia de luz intensa, de voz aberta
Minha denúncia do que pensa
Do que sente a gente certa.

Em ti respiro, em ti eu provo
Por ti consigo esta força que de novo
Em ti persigo, em ti percorro
Cavalo à solta pela margem do teu corpo
Minha alegria, minha amargura,
Minha coragem de correr contra a ternura.

Minha laranja amarga e doce
Minha espada, poema feito de dois gumes
Tudo ou nada
Por ti renego, por ti aceito
Este corcel que não sossego
À desfilada no meu peito.

Por isso digo canção castigo
Amêndoa, travo, corpo, alma
Amante, amigo
Por isso canto, por isso digo
Alpendre, casa, cama, arca do meu trigo.

Minha alegria, minha amargura
Minha coragem de correr contra a ternura
Minha ousadia, minha aventura
Minha coragem de correr contra a ternura.

Minha alegria, minha amargura
Minha coragem de correr contra a ternura
Minha ousadia, minha aventura
Minha coragem de correr contra a ternura.

Minha alegria, minha aventura
Minha coragem de correr contra a ternura.


      A figura do 'cavalo à solta' é central na canção, simbolizando a liberdade e a busca incessante por algo mais profundo e significativo. O cavalo, com seu galope e sua energia indomável, representa a força interior e a coragem de enfrentar os desafios da vida. A letra menciona 'correr contra a ternura', indicando uma luta interna entre a necessidade de ser vulnerável e a vontade de ser forte e independente. Essa tensão é uma parte essencial da experiência humana, onde a busca por equilíbrio entre emoções opostas é constante.


Sem comentários:

Arquivo do blogue