Ai, se eu fosse mais calada, ou se falasse devagar
Ai, que a conversa fica chata, cuidado não vais aguentar
Ai, se eu fosse reservada! Ai se eu fosse mais magrinha
Ai se eu fosse mais calada, ou tivesse tento na língua.
Manda vir uma garrafa, Sexta-Feira Santa
Bebe o vinho da casa, a gente brinda às manas
Hoje é p'ra festejar sair daqui às tantas
Acende o charuto, eu abano em Havana
Se já pedi desculpa, desculpa por isso
Hoje eu 'tou ocupada, ligo-te mañana
Querias ser casual, hoje queres compromisso
Mas sou muita areia pa' tua carripana
Queria-me caladinha e bem-comportada
Só passo na cozinha a caminho da sala
A mãe dele é sensata, nunca se deu comigo
Não sou dona de casa, eu sou dona do kubiko ai,ai!
Lá vem ela com as frases sobre politiquices
Quer ser capa de revista e escrever quatro livros
Sou a causa do problema e solução que exiges
Sou tudo o que tu quiseres e nada do que eu disse.
Hoje, eu já nem perco tempo, eu perco amigos
De cada vez que saio ouço o que a malta fala
que 'tou mais convencida se sei o que digo
"Adeus até um dia e muito obrigada!"
Queriam-me caladinha, eu venho de outro sítio
Aprendi desde cedo a dizer o que sinto,
queriam-me bem vestida, isso foi na Suécia
Hoje eu vou de sweat, que eu 'tou sem paciência.(shhhhh)
Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça
A mulher que balança a sair de casa
Não precisa de ninguém, nem precisa de nada
Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça
A mulher que balança a sair de casa
Não precisa de ninguém, nem precisa de nada.
Uma canção sobre a mulher moderna em versos curtos a elencar rotinas do dia à dia: a mulher pop, cola, do metro, que fuma, a 'rapariguinha do shopping', que diz umas coisas, não precisa de ninguém nem de nada, que pensa que é livre, mas sem notar é oprimida.
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