Carolina Deslandes & Iolanda - Tento Na Língua

 


Ai, se eu fosse mais calada, ou se falasse devagar

Ai, que a conversa fica chata, cuidado não vais aguentar

Ai, se eu fosse reservada! Ai se eu fosse mais magrinha

Ai se eu fosse mais calada, ou tivesse tento na língua.


Manda vir uma garrafa, Sexta-Feira Santa

Bebe o vinho da casa, a gente brinda às manas

Hoje é p'ra festejar sair daqui às tantas

Acende o charuto, eu abano em Havana

Se já pedi desculpa, desculpa por isso

Hoje eu 'tou ocupada, ligo-te mañana

Querias ser casual, hoje queres compromisso

Mas sou muita areia pa' tua carripana

Queria-me caladinha e bem-comportada

Só passo na cozinha a caminho da sala

A mãe dele é sensata, nunca se deu comigo

Não sou dona de casa, eu sou dona do kubiko ai,ai!


Lá vem ela com as frases sobre politiquices

Quer ser capa de revista e escrever quatro livros

Sou a causa do problema e solução que exiges

Sou tudo o que tu quiseres e nada do que eu disse.

Hoje, eu já nem perco tempo, eu perco amigos

De cada vez que saio ouço o que a malta fala

que 'tou mais convencida se sei o que digo

"Adeus até um dia e muito obrigada!"

Queriam-me caladinha, eu venho de outro sítio

Aprendi desde cedo a dizer o que sinto,

queriam-me bem vestida, isso foi na Suécia

Hoje eu vou de sweat, que eu 'tou sem paciência.(shhhhh)


Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça

A mulher que balança a sair de casa

Não precisa de ninguém, nem precisa de nada

Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça

A mulher que balança a sair de casa

Não precisa de ninguém, nem precisa de nada.


      Uma canção sobre a mulher moderna em versos curtos a elencar rotinas do dia à dia: a mulher pop, cola, do metro, que fuma, a 'rapariguinha do shopping', que diz umas coisas, não precisa de ninguém nem de nada, que pensa que é livre, mas sem notar é oprimida.


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