Pensei
em escrever-te como se não existisse
ainda
o feminismo. Como se o nosso tempo
não
fosse o fim do século, nem ninguém conhecesse
a
igualdade dos sexos, nem causasse estranheza
ouvir
que te dissesse que o amor que eu sinto
por
ti nunca poderias senti-lo tu por ninguém.
Talvez
o amor seja apenas literatura
que
muda com o tempo. Eu suponho que nós
não
amamos como Shakespeare, nem Shakespeare como Dante,
nem
Dante como Safo, nem Safo como ninguém.
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