António Osório - Um sentido

 


Porque há um sentido

no lírio, incensar-se;

e no choupo, erguer-se;

e na urze arborescente,

ampliar-se;

e no cobre, primeira cura

que dou à vinha,

procriar-se.


E outro, pressago,

sentido há na memória,

explodir-se. E outro, imensurável,

no amor, entregar-se.

E outro, definitivo,

na morte, render-se.


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