Com a permissão da neve
caminharei devagar.
Alguém haverá à espera junto do lume
e eu, cega do frio,
farei breves paragens,
sacudirei o guarda-chuva e começarei de novo.
O único segredo é não sentir-se
imensamente cheio de verdades.
Jamais aceitar os convites
da neblina
ao fazer ninho com os seus disfarces
de paisagem feliz, de grandes sonhos.
Alguém haverá que diga, perdeu-se,
alguém sairá a buscar-me
e levará o calor de uma garrafa
onde poderei mandar-te esta mensagem.
Tradução de A.M.

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