Os livros estão sempre sós. Como nós. Sofrem o terrível
impacto do presente. Como nós. Têm o dom de consolar, divertir, ferir, queimar.
Como nós. Calam a sua fúria com a sua farsa. Como nós. Têm fachadas lisas ou
não. Como nós. Formosas, delirantes, horrorosas. Como nós. Estão ali sendo
entretanto. Como nós. No limiar do esquecimento. Como nós. Cheios de submissão
ao serviço do impossível. Como nós.

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