Cavalo, criatura divina,
Em tuas retinas o espelho do açude,
Que o tempo te cuide e conserve, parceiro,
Meu fiel companheiro de vida e estrada.
Cavalo, a manada dos ventos te espera
A galopear primaveras e adornar estes pagos,
Em meu peito te trago, em meus sonhos, te vejo,
E sempre desejo que sejas eterno.
Teu pelo de inverno da cor da geada
Que beijou a invernada e te benzeu, tordilho,
Tu, que desde potrilho sempre esteve comigo,
Me levas contigo a galopar por aí.
Cavalo, me sinto mais vivo
Ao pisar no estrivo e sentir o vento na cara,
O tempo não para, passa num upa –
E eu levo em tua garupa meus segredos
guardados.
Cavalo entonado, parece um desenho
És tudo que tenho, meu melhor amigo,
Aqui te bendigo em cada verso que faço
E com rimas te abraço e te canto, cavalo.
Parabéns, gauchada!
Sem comentários:
Enviar um comentário