O
tempo permanece
apanhado
entre os livros.
Por
este prodígio de apreensão,
Heráclito
continua a banhar-se
no
mesmo rio,
na
mesma página.
Tu
continuarás para sempre
nua
no meu poema.
A tradução é de Nuno Júdice e a tela de
Porém, Heráclito dizia "Ninguém pode entrar duas vezes no mesmo rio, pois quando nele
se entra novamente, não se encontra as mesmas águas, e o próprio ser já se
modificou. Assim, tudo é regido pela dialética, a tensão e o revezamento dos
opostos."
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