Ein Veilchen auf der
Wiese stand
Uma violeta crescia no campo
Gebückt in sich und unbekannt
Inclinada
sobre si e desconhecida:
Es war ein herzigs
Veilchen.
Era uma linda violeta.
Da kam eine junge
Schäferin
Aproximou-se
então uma jovem pastora
Mit leichtem Schritt
und munterm Sinn
Com passo
leve e coração alegre,
Daher, daher,
Ela vinha só,
Die Wiese her, und
sang.
Cantando através do campo.
Ach! denkt das
Veilchen, wär ich nur
Ah! a
violeta pensou, se apenas fosse
Die schönste Blume der
Natur,
A mais
bela flor da natureza,
Ach, nur ein kleines
Weilchen,
Ah, ainda
que só por um momento,
Bis mich das Liebchen
abgepflückt
Até que a
gentil rapariga me colhesse
Und an dem Busen matt
gedrückt,
E me
apertasse contra o coração e eu morresse
Ach nur, ach nur
Ainda que fosse, que fosse
Ein Viertelstündchen
lang!
Por um
quarto de hora!
Ach! aber ach! das
Mädchen kam
Ah! mas
ah! a rapariga aproximou-se
Und nicht in acht das
Veilchen nahm,
E não prestou atenção à violeta,
Ertrat das arme
Veilchen.
Ela pisou
a pobre violeta.
Es sank und starb und
freut’ sich noch:
Ela caiu e
morreu e regozijou-se ainda:
Und sterb ich denn, so
sterb ich doch
Se eu devo
morrer, pelo menos eu morro
Durch sie, durch sie
Através dela, através dela,
Zu ihren Füßen doch.
Aqui
debaixo dos seus pés.
(Das arme Veilchen! Es
war ein herzigs Veilchen!)
(Pobre violeta! Era uma linda violeta!)
Versos de Goethe nos quais uma pastora descuidada acaba por calcar
uma violeta bela que no seu caminho estava. Metáfora da rejeição de um afeto. O
poema foi musicado por Mozart, com pequenas alterações.
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