Renata Correia Botelho

 

uma a uma, as sílabas do

teu nome, declino-as no jardim

sobre a laje, pedra de silêncio

onde poiso as dores quando a

cabeça só se encaixa na

concha das mãos.

 

no descampado herdado dos teus braços

jazem letras indispostas em

rouco desassossego.

 

não era preciso ter andado tanto; dista apenas

um palmo da palavra à erva daninha.


      Renata Correia Botelho, nasceu em 1977, nos Açores onde vive e trabalha. Há nos seus versos limpos - ás vezes quase perfeitos - a mesma procura que é a minha.


Sem comentários:

Arquivo do blogue