Dormia um sono lento e era
um morto
à superfície da terra.
Talvez do seu futuro
corpo nascesse
uma planta, súbito arbusto silvestre
ou simples amora.
Entanto considerava:
Este meu corpo é música sem pausa.
Arbusto sem princípio nem fim.
Assim o dou.
Para quê desejar o que tem principio e fim? É o instante. O eterno é o caminho.

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