Manuel de Castro

 


Dormia um sono lento e era

um morto

à superfície da terra.

  Talvez do seu futuro corpo nascesse

uma planta, súbito arbusto silvestre

ou simples amora.

Entanto considerava:

Este meu corpo é música sem pausa.

Arbusto sem princípio nem fim.

Assim o dou.


      Para quê desejar o que tem principio e fim? É o instante. O eterno é o caminho.


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