A maior riqueza
do homem
é sua incompletude.
Nesse ponto
sou abastado.
As palavras que me aceitam
como sou
- não as aceito.
Não aguento ser apenas
um sujeito que abre
portas, que puxa
válvulas, que olha o
relógio, que compra pão
às 6 da tarde, que vai
lá fora, que afia lápis,
que vê a uva etc. etc.
Perdoai. Mas eu
preciso ser Outros.
Eu penso
renovar o homem
usando borboletas.
A expressão "zona de conforto" é boa e má. Como dizia o velho Lou Reed, é urgente em cada um de nós um "take a walk on the wildside" mesmo que seja com borboletas.

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