A verdadeira mão que o poeta estende
não tem dedos: é um gesto que se perde
no próprio acto de dar-se
O poeta desaparece
na verdade da sua ausência
dissolve-se no biombo da escrita
O poema é
a única
a verdadeira mão que o poeta estende
E quando o poema é bom
não te aperta a mão:
aperta-te a garganta e o coração.
A identidade dos 'poetas' de hoje é diferente. Poucos trabalham a arte da palavra e a moldam com o barro do mistério e da beleza. Editam muitos livros, entopem as estantes e querem gerir as suas carreiras.
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