Luljeta LLeshanaku - Primeira Vez

 

  

Quando pela primeira vez olhei uma pintura verdadeira

dei alguns passos atrás instintivamente

sobre os calcanhares

procurando o local exacto de

onde pudesse explorar a sua profundidade.

 

Foi diferente com as pessoas:

Construi-as,

amei-as, mas não cheguei a amá-las plenamente.

Nenhuma chegou tão alto quanto o tecto azul.

Como numa casa inacabada, parecia haver uma folha de plástico por cima delas,

em vez do telhado

no princípio do outono chuvoso da minha compreensão.


      Há quem ame os livros, as sonatas, os lugares, mais do que as pessoas. 

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