Depois do almoço
quando arrastamos a cadeira
um pouco para trás,
uma sonolência morna
entrelaçada de luz
entra pelas janelas,
ludibria as cortinas
e difusa, poisa no vinho.
É nessa altura que dizemos:
vou comer este diospiro
antes que apodreça.
Rilke dizia "Uma única
coisa é necessária: a solidão. A grande solidão interior. Ir dentro de si e não
encontrar ninguém durante horas, é a isso que é preciso chegar. Estar só, como
a criança está só." Depois, surge o momento em que comemos o diospiro.

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