Eu sempre perguntava coisas
tontas,
é certo. Perguntava, por
exemplo,
se voltarias a amar-me tanto
como nos dias do amor mais
jovem,
ou mesmo mais, ou mesmo mais
que nunca,
mesmo mais que a ninguém, e
se serias
capaz de confessá-lo ante
qualquer.
É certo, perguntava coisas
tontas,
não merecia uma resposta
séria.
Aquele ser, mais escuro que a
noite
mais escura da alma,
respondia
sem olhar-me nos olhos:
«Nunca mais.»
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