Eu
não sei de pássaros,
nem
conheço a história do fogo.
Mas
creio que devia ter asas a minha solidão.
Desfolha-se
este lilás.
De
si mesmo cai
e
oculta sua antiga sombra.
Eu
hei-de morrer de coisas assim.
Tradução de A.M.
Original:
Yo
no sé de pájaros,
no
conozco la historia del fuego.
Pero
creo que mi soledad debería tener alas.
Esta
lila se deshoja.
Desde
sí misma cae
y
oculta su antigua sombra.
He
de morir de cosas así.
O poema explora a experiência íntima da ausência,
transformando a falta numa condição existencial. O poema revela uma voz poética
marcada pela solidão, pelo desejo e pela impossibilidade de alcançar plenamente
aquilo que procura. A linguagem, breve e concentrada, cria uma atmosfera de
fragilidade e inquietação, numa experiência profundamente humana e
perturbadora.


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