"Então
darei meeia-volta.
E
hei-de partir com o sol, quaando a tarde morrer..."
conste
porém que a tarde não morre,
é a
noite que a mata,
e eu
empresto-lhe a faca.
Tradução
de A.M.
Original:
"Entonces
yo darée la meedia vuelta.
Me
irée con el sol cuaando muera la tarde..."
pero
que conste que la tarde no se muere,
siempre
la asesina la noche,
y yo
le presto el cuchillo.
O poema apresenta o amor como experiência intensa, inquieta e simultaneamente vulnerável. A linguagem poética aproxima o sentimento do eterno e da traição. "a tarde não morre" e deveria morrer. Há amores, assim! A tela é de Arantzazu Martinez, 2007.

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