Por mais que larguem os braços, por mais que soltem amarras
E que se tapem as covas.
Por mais que rasguem os quadros, por mais que queimem as leis
E
que os costumes esmoreçam.
Por mais que arrasem as feras e que os papões arrefeçam
E que as bruxas se convertam.
Por mais que riam as caras e que ternura se esqueça
Por
mais que o amor prevaleça.
Vocês
fizeram os dias assim!
Não nos venham pedir contas, não venham pôr-nos regras
Sabemos que os nossos dias não vão ser gastos assim!
Que notícia triste, o ogre mexeu-se. Sinto borboletas no
coração e olho pela janela para o céu. Não te deixarei morrer em mim, Luís Represas.
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