Antonio Porchia - Venho de morrer / Vengo de morirme



Venho de morrer, não de ter

nascido. De ter nascido me vou.


  Tradução de A.M.


  Original:


Vengo de morirme, no de haber

nacido. De haber nacido me voy.


      O poema condensa numa imagem paradoxal a experiência da renovação interior. A morte evocada é sobretudo simbólica: representa o abandono de ilusões, certezas ou identidades antigas. A voz poética regressa transformada, mais consciente da fragilidade e do mistério da existência. Com linguagem depurada e aforística, Porchia revela como cada fim pode anunciar um recomeço espiritual.


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