Venho
de morrer, não de ter
nascido.
De ter nascido me vou.
Tradução
de A.M.
Original:
Vengo
de morirme, no de haber
nacido.
De haber nacido me voy.
O poema condensa numa imagem paradoxal a experiência da
renovação interior. A morte evocada é sobretudo simbólica: representa o
abandono de ilusões, certezas ou identidades antigas. A voz poética regressa
transformada, mais consciente da fragilidade e do mistério da existência. Com
linguagem depurada e aforística, Porchia revela como cada fim pode anunciar um
recomeço espiritual.

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