Joan Brossa - O último homem

 


Apesar das aparências e das teorias, diz

que tem medo da solidão; sente-se distanciado

dos objectos; tem medo de não ser mais do que uma

coisa entre as coisas, entre objectos sem nome:

tem consciência de não estar aqui.


  A tradução é de A.M.


      No poema é apresentada uma visão inquietante da condição humana através da figura do derradeiro sobrevivente. A solidão extrema transforma-se num símbolo do vazio, da perda de sentido e do isolamento do indivíduo perante um mundo deserto. Com linguagem simples e sugestiva, Brossa convida o leitor a refletir sobre a fragilidade da existência, o desaparecimento das relações humanas e as consequências de uma sociedade que se afasta dos valores essenciais da vida.


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