Apesar
das aparências e das teorias, diz
que
tem medo da solidão; sente-se distanciado
dos
objectos; tem medo de não ser mais do que uma
coisa
entre as coisas, entre objectos sem nome:
tem
consciência de não estar aqui.
A tradução
é de A.M.
No poema é apresentada uma visão inquietante da condição
humana através da figura do derradeiro sobrevivente. A solidão extrema
transforma-se num símbolo do vazio, da perda de sentido e do isolamento do
indivíduo perante um mundo deserto. Com linguagem simples e sugestiva, Brossa
convida o leitor a refletir sobre a fragilidade da existência, o
desaparecimento das relações humanas e as consequências de uma sociedade que se
afasta dos valores essenciais da vida.

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