Memory, 1948, by René Magritte
Amar
o perdido
deixa
confundido
este
coração.
Nada
pode o olvido
contra
o sem sentido
apelo
do Não.
As
coisas tangíveis
tornam-se
insensíveis
à
palma da mão.
Mas
as coisas findas,
muito
mais que lindas,
essas ficarão.
Estes versos refletem sobre a permanência do passado na
consciência humana. A memória surge como uma força seletiva, capaz de preservar
emoções e experiências, mesmo quando o tempo apaga factos concretos. O poeta
valoriza a dimensão afetiva das recordações, mostrando que aquilo que permanece
não é necessariamente o que aconteceu, mas o que ganhou significado interior.

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