sentar-me
à porta de casa,
a
ver passar as pessoas,
um
pardal a mover-se,
a
tarde declinando
nas
casas do corpo.
Bem
sei que hei-de morrer
muito
antes de morrerem
as
árvores a que quero.
Mas
não me preocupa nada,
porque
no instante
em
que se partir o fio derradeiro
serei
apenas aquela mulher
que
se sentava à porta de casa
para
observar simplesmente
e
ser folha e raiz.

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