Benedetto Luti - Apollo and Daphne, 1707



      Na mitologia grega, Dafne era uma ninfa, filha do rio-deus Peneu e primeiro amor de Apolo. Ele apaixonou-se por ela ao ser atingido por uma flecha de ouro de Eros, que também acertou em Dafne com uma flecha de chumbo, o que a fez rejeitar o amor de Apolo. 

      Este começou a persegui-la e ela sentiu-se assustada ao pensar em amar, preferindo caminhar pelos bosques e caçar. Apolo perseguiu-a suplicando pelo seu amor, mas ela continuou a fugir, inebriada pela flecha de Eros. Cansada de fugir, pediu ao pai que a livrasse da situação. Ele, então, transformou-a em loureiro. Apolo disse: "Se não podes ser minha mulher, serás a minha árvore sagrada". A partir de então, o deus trazia sempre consigo um ramo de louros.

      O poeta latino Ovídio (43 aC-17 dC) reconta a história de Daphne no Livro 1 no seu poema épico de mitos de transformação, as Metamorfoses.


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