Nem
sempre a luz vem assim:
salta
como um rapaz muro após muro,
entra
pela janela.
O
brilho dos medronhos chega ao fim:
extrema
ponta dos dias,
aproximação
da água.
Dia
feito para a música, dizias;
ou
para a dança, acrescentavas:
ritmo
puro, sustido.
De
muro em muro, sem nenhum peso,
entra
pela casa.
Agora
é ela que dorme comigo.

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