Se a vida
não fosse tão insubstituível
talvez ousássemos utilizá-la.
Porém,
arrumamo-la na prateleira
como um vistoso par de sapatos
que é bonito de se ver
mas não para o uso diário.
Assim,
continuamos por aí sentados
numa expectativa descalça.
Miguel Torga dizia "O
mal de quem apaga as estrelas é não se lembrar de que não é com candeias que se
ilumina a vida."

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