O rouxinol de Keats,
a cotovia de Shakespeare,
o corvo de Poe.
Todo o pássaro real ou imaginário
cruzará o céu desde os confins,
e contra a sua determinação
precipitar-se-á ao encontro do envelhecimento,
que é a verdadeira vocação do que existe.
Não sinto assim. O poema de Keats 'Ode to a Nightingale' não envelhecerá. Não envelheceu a fala de Julieta "Por que partir tão cedo? 'inda vem longe o dia... Ouves? É o rouxinol não é a cotovia." Quanto ao corvo de Poe continuo a concordar com ele, que a vogal mais bela é, e será sempre, o ó.

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