José Carlos Soares - Por um fio

 


Não venhas devagar

com tanta pressa. Deixa

que derrame a fome

nos quintais e a maldição

 

suspeite do suave

aroma do delírio. Envia

o que te sobra

ou rouba

 

o mais pequeno passo

por um fio.


      Que o fio seja de prumo, que o passo permita o equilíbrio, que o quintal forneça o caldo, que o mal fique sedado, que a mão dê e o roubo seja a palavra. 

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