Sopra rijo o tufão. É madrugada.
No céu pingos de luz a cintilar.
Surge no oriente uma luz encarnada
Ofuscando as estrelas e o luar.
Manhã risonha e assaz movimentada.
Na fronde o pintassilgo a entoar
Trinados meigos. Toda a passarada
Os ares cinde como a vela o mar.
O vaqueiro aboiando uma ária triste
Vai no cavalo baio de gibão
Tocando o gado que já não resiste
À seca. Em frente, de enxada na mão,
O bravo lavrador ara e persiste,
Olhando o céu à espera do trovão.
Não há nada na web que nos indique quem é este poeta. Cheguei a duvidar que o seu nome estivesse correto. Todavia este soneto, sobre a vida no Sertão nordestino, está tão bem escrito que o publiquei. É muito belo.

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