Muitos
ainda se lembram dos Papas São João Paulo II e Bento XVI com seus sapatos
vermelhos – e alguns, inclusive, se perguntam por que o Papa Francisco não os
utiliza. A maioria dos Papas costumava usar três tipos de sapatos: um sapato
vermelho mais leve para usar no interior do Vaticano; sandálias episcopais para
celebrar a missa conforme as cores litúrgicas (até 1969); e sapatos de couro
vermelho, mais fortes, com cruz embutida, para serem usados em ambientes
externos. O Papa Francisco preferiu continuar a usar os sapatos pretos com que
já estava acostumado e que são feitos pelo mesmo sapateiro argentino há mais de
40 anos: Carlos Samaria.
O solidéu –
das palavras latinas soli Deo (só a Deus, isto é, só para Deus é tirado da
cabeça) – é o barrete de seda ou pano leve que os bispos e alguns eclesiásticos
trazem sobre a cabeça. A cor do solidéu expressa o lugar que aqueles que podem
usá-lo ocupam na hierarquia eclesiástica: o Papa usa solidéu branco; os
cardeais, vermelho; os bispos, violáceo; abades e clérigos, preto.
Então e os leigos? Para nós é a cor que nos faz parar nos semáforos – e quão importante é parar; é a cor que enfurece o touro, é a cor de um clube de futebol arruinado, a cor com que os professores assinalam os errosnos exercícios, é a cor das luzes dos bares de alterne. É a cor de Marte.

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