O mundo é uma aldeia mas ainda não. E, em Nova Iorque, vivia um gigante porto-riquenho, um poeta que não se lembrava dos seus próprios poemas. Houve tempos em que foi instrutor de operações com mísseis teleguiados, e depois não conseguia guiar a memória pelos meandros do passado, sequer ler ou escrever, chamava-se Jack Agüeros, sofria de Alzheimer.
Jack Agueros morreu a 4 de Maio de 2014. O seu cérebro foi doado para estudo ao Taub Institute for Research on Alzheimer's Disease and the Aging Brain no Centro Médico da Universidade da Columbia, nos Estados Unidos. "Devia voltar a escrever. É bom para o coração", diz Jack. E sorri ao de leve, enquanto se ouve a ternura da filha. Muito belo. Agradeço a Ana Almeida.
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