Morto há muito tempo, e a cismar sobre
si mesmo,
O meu coração está a saudar a beleza do
mundo
Com ramos que dão flor, e dão botões,
e o viço de uma seiva nova.
Já estou a voltar à vida, oh!,
Sigo o ímpeto de bem-aventurança das
minhas flores
Que, ao rasgar o seu sólido conceptáculo,
sobem, volteando, para o ar e para a luz.
Hölderlin foi um filósofo, poeta lírico e romancista alemão. Conseguiu sintetizar na sua obra poética o espírito da Grécia antiga, os pontos de vista românticos sobre a natureza e uma forma não-ortodoxa de cristianismo, alinhando-se hoje entre os maiores poetas germânicos.
O título do poema vem de Diotima de Mantinea que foi uma sacerdotisa e filósofa grega antiga que se pensa ter vivido por volta de 440 a.C. e que é apresentada com um papel importante no Banquete de Platão, nele afirmada como mentora de Sócrates nas questões de Amor.
O poema mostra-nos o homem romântico que sofre do mal du siècle, não se sente bem na sua época, morre nela e procura a ressurreição na natureza. Muito belo.

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