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O meu amado é, para mim, como um ramalhete de mirra,
ele
morará entre os meus peitos.
O meu amado é, para mim, como um cacho de Chipre,
que se acha
nas vinhas Engadi.
Vê como tu és formosa, amiga minha,
vê como tu és bela,
os
teus olhos são como os das pombas.
Vê como tu és formoso, amado meu,
e gentil. O nosso leito
está coberto de flores;
As traves das nossas casas são de cedro,
os nossos tectos de
cipreste.
No livro Cântico dos
Cânticos há dois amantes que se procuram, que se olham e que se contemplam. Só
se lembram do amor mas esquecem-se do amor. Em tudo o procuram e em tudo o
evitam. Nenhum outro livro bíblico dá a palavra à mulher numa tal proporção.
Ela busca e é buscada. Pede e é pedida. A sua palavra abre o canto: "Beije-me
ele com os beijos da sua boca". Todos os livros são santos, mas o Cântico dos Cânticos
e o mais santo de todos.

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