Cântico dos Cânticos, Capítulo I, 12.

 


O meu amado é, para mim, como um ramalhete de mirra, 

ele morará entre os meus peitos.

O meu amado é, para mim, como um cacho de Chipre, 

que se acha nas vinhas Engadi.

Vê como tu és formosa, amiga minha, 

vê como tu és bela, 

os teus olhos são como os das pombas.

Vê como tu és formoso, amado meu, 

e gentil. O nosso leito está coberto de flores;

As traves das nossas casas são de cedro, 

os nossos tectos de cipreste.


      No livro Cântico dos Cânticos há dois amantes que se procuram, que se olham e que se contemplam. Só se lembram do amor mas esquecem-se do amor. Em tudo o procuram e em tudo o evitam. Nenhum outro livro bíblico dá a palavra à mulher numa tal proporção. Ela busca e é buscada. Pede e é pedida. A sua palavra abre o canto: "Beije-me ele com os beijos da sua boca". Todos os livros são santos, mas o Cântico dos Cânticos e o mais santo de todos.

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