Minuciosa formiga
não tem que se lhe diga:
leva a sua palhinha
asinha, asinha.
Assim devera eu ser
e não esta cigarra
que se põe a cantar
e me deita a perder.
Assim devera eu ser:
de patinhas no chão,
formiguinha ao trabalho
e ao tostão.
Assim devera eu ser
se não fora não querer.
Esopo ensina-nos, sim, que a vida não pode
esquecer o outro lado das coisas. Daí as representações pedagógicas do mundo às
avessas. Poderia a formiga viver sem a música das cigarras? Poderia a cigarra
viver sem o trabalho das formigas? Claro que não. Uma fábula é um paradoxo
ilustrado. Temos sempre de a ver o direito e o avesso. In, picos de roseira brava
Sem comentários:
Enviar um comentário