Pelo sapê
furado da palhoça
Milhões de
astros agarram-se luzindo;
O pai há
muito madrugou na roça.
A mãe
prepara o almoço. O dia é lindo.
Canta a cigarra;
o porco cheira; engrossa
O fumo dos
tições; anda zunindo
À porta um
marimbondo e fazem troça
As crianças
com um ramo o perseguindo.
Correm,
chilram, vozeiam, tropeçando
Num velho
pote; a mãe zangada ralha,
A avó lhes
lança um olhar inquieta e brando.
No chão, um
galo ajunta o milho e espalha,
Enquanto a
um canto, as plumas arrufando,
Põe a galinha no jacá de palha
A cultura sertaneja tem tradição, beleza e mistério. Por exemplo:
Bumba meu Boi é um festejo que apresenta um drama. O dono do boi, um
homem branco, testemunha um homem negro a roubar o seu animal para alimentar a
esposa grávida que estava com vontade de comer língua de boi. Matam o boi, mas
depois é preciso ressuscitá-lo. Só no Sertão.

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