Não menos que Helena bela
Ela senta-se à janela
Porém não à janela mas às janelas
Do computador
Que abrem portas que são redes
Páginas que são sítios
Avenidas que são ermos
Que agora percorremos
Já sem voz
Cada vez mais sós
Tanta profusão
Atira-nos
Para um lixo que nos deita fora.
Nunca se viu tanta gente sozinha. Estamos a assistir à morte da palavra e sem palavras não há afectos, sem palavras não há famílias, não há comunidades. Cheira a enxofre, o Diabo anda por aí.
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