A onda não é o mar. É o
mar porque sem o mar não há onda. Não é o mar porque é uma manifestação do mar,
entre outras. O mar é sempre maior do que as suas ondas e as suas manifestações.
A onda é o mar-oceano
manifestado, o mar-oceano que se realiza numa consciência pessoal. Há ondas que
se esquecem de que são o mar-oceano manifestado. Entendem-se a si-mesmas,
independentes, sem referência ao mar-oceano. É a sua ilusão.
Há ondas que sabem que
vêm do mar-oceano. São expressões do mar-oceano e voltam ao mar-oceano. É a sua
realização.
Felizes, vivem a
diferença. E a união na diferença.
Necessitamos, portanto,
oceanizar a nossa existência.
Vivenciar a Fonte donde
tudo jorra e para onde tudo desagua. Caminhar à luz do Sol primordial.
Regressar ao seu Seio luminoso.
Eis o termo da jornada
humana: a auto-transcendência. O mergulho no insondável Mistério de vida, de
consciência, de comunhão e de amor.
in, A águia
e a galinha
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