Pontualmente
uma árvore de ouro
nasce
onde o sémen do homem
e o
curso de água feminino
se
fundem e as sombras se somem.
Verdura
dos olhos de Anaíta
por
nossas carícias semeada
que
passeios de tílias nas cidades
para a
pureza do encontro guarda.
Anaíta
que a raiz do homem
na
terra da mulher prepara
e as
extremidades do mundo
num
ramo de amor ata.
Anaíta
que as árvores conhecem
por
seu nome próprio de mirtos
e como
risos as aves voam
seu
fresco bater de cílios.
Matrona
que à cabeça traz
a
abismada bilha nos espaços
pomo
celeste que se destila
no
alambique dos afagos.
Anca
do mundo requebrada
estrela
que guarda em seu lenço
os
beijos com que sopramos
a
nossa bolha de silêncio.
Ouvido
que o crescer dos abetos
no
bosque da cópula escuta.
Mulher!
oh rito de Anaíta
mistério
de ser virgem e puta.
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