Olho-te
e não me vês. A primavera vigia
a
floração das malvas e o girassol retribui
os
favores da luz. Eu sento-me onde acho
que
vai estar a tua sombra. E, como a dor
que
persegue a ferida, vejo-te quando passas,
mas
vejo-te melhor quando não passas. Tu
não me
vês; caminhas na geometria vã de
uma
linha sem pontos; às vezes parece que
alguma
coisa te detém e viras-te - talvez
então
me chames dentro de ti, talvez até
me
olhes. Mas não me vês.
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