Toda a
poesia é luminosa, até
a mais
obscura.
O
leitor é que tem às vezes,
em
lugar de sol, nevoeiro dentro de si.
E o
nevoeiro nunca deixa ver claro.
Se
regressar
outra
vez e outra vez
e
outra vez
a
essas sílabas acesas
ficará
cego de tanta claridade.
Abençoado
seja se lá chegar.
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