um despertador exposto sobre um tapete cheio
de pó
era tudo quanto possuía, para vender, o pobre comerciante árabe.
durante dias, reparou que uma velha se interessava pelo relógio.
era uma beduína, pertencente a uma daquelas tribos que voam com o vento.
'desejas comprá-lo?', perguntou-lhe um dia.
'quanto custa?'
'pouco. mas não sei se o vendo. se também este desaparecer deixarei de ter um trabalho'.
'então porque o tens exposto?'
'porque me dá a sensação de viver. e tu porque o queres, não vês que lhe faltam os ponteiros?'
'faz tiquetaque?', quis saber a velha.
o comerciante deu corda ao despertador fazendo soar um sonoro e metálico tiquetaque. a velha fechou os olhos e percebeu que,
na escuridão da noite, podia assemelhar-se a um coração que bate
ao lado do seu.
era tudo quanto possuía, para vender, o pobre comerciante árabe.
durante dias, reparou que uma velha se interessava pelo relógio.
era uma beduína, pertencente a uma daquelas tribos que voam com o vento.
'desejas comprá-lo?', perguntou-lhe um dia.
'quanto custa?'
'pouco. mas não sei se o vendo. se também este desaparecer deixarei de ter um trabalho'.
'então porque o tens exposto?'
'porque me dá a sensação de viver. e tu porque o queres, não vês que lhe faltam os ponteiros?'
'faz tiquetaque?', quis saber a velha.
o comerciante deu corda ao despertador fazendo soar um sonoro e metálico tiquetaque. a velha fechou os olhos e percebeu que,
na escuridão da noite, podia assemelhar-se a um coração que bate
ao lado do seu.
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