Se à meia-noite te desperto, amada,
é por ter visto sombras doutro tempo.
Deves beijar-me então e escudar-me
sem perguntar por que me treme a boca
nem de onde este sangue que me suja
ou este terror imenso dimanam.
Prescreve a vitória, não a lembrança
da primeira ferida que nos culpa.
A companhia violenta de momentos da vida com lembrança, culpa, remorso. Todos nós temos um quintal com morangos silvestres.
Sem comentários:
Enviar um comentário