Esta tarde, sentado num banco
de jardim,
tentava ler um livro difícil
enquanto esperava por ti.
O livro tornava mais dura,
mais penosa, a espera.
Então levantei os olhos das
páginas,
pousei o livro, vi um homem
novo
aproximar-se e passar à minha
frente
com um saco plástico
com maçãs vermelhas numa das
mãos
e uma caixa de cartão, com
ovos, na outra.
O saco de plástico era
transparente
e revelava nitidamente o
esplendor e a forma
perfeita das maçãs, todas
muito juntas
como partes de um todo.
Não consegui deixar de as
olhar,
e tu chegaste logo de
seguida.
Só agora, depois do jantar
e da loiça lavada, me lembrei
do livro
que ficou no banco do jardim.
Sem comentários:
Enviar um comentário